Uso correto dos equipamentos de segurança
Transporte de passageiro na motocicleta
Postura correta no trânsito, estratégias de condução e técnicas
de frenagem
Pilotagem em condições adversas
Pilotagem no trânsito urbano
Inspeção diária na motocicleta

Uso correto dos equipamentos de segurança.
Para garantir a proteção no trânsito, desfrutando de todo
o prazer de pilotar uma motocicleta, é necessário que o
motociclista utilize equipamentos e vestuário adequados.
O capacete é essencial para a segurança do usuário e merece
atenção redobrada quanto à sua conservação e qualidade.
O cuidado começa na escolha do item: o selo do Inmetro (Instituto
Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial)
é obrigatório, pois assegura que o produto realmente cumpre
sua função, protegendo as cabeças do piloto e do garupa
em caso de eventual acidente. O tamanho deve ser exato:
confortável e ajustado o suficiente para não se mover com
o vento e não incomodar o piloto. A viseira precisa estar
sempre limpa e sem riscos. No lado externo, pode ser aplicado
um produto que impede o acúmulo de
água da chuva, enquanto no lado de dentro é
aconselhável utilizar um
anti-embaçante. É importante que o capacete tenha
o adesivo reflexivo, que colabora para que o motociclista
seja notado pelos outros veículos, principalmente à noite.
Capacetes de cores claras facilitam ainda mais a visualização
por outros motoristas. Caso o capacete apresente trincas,
não há mais garantia de proteção.
Quando se utiliza capacete sem viseira, o uso dos óculos
de proteção é imprescindível para a segurança do piloto
e devem ser leves e flexíveis para não machucar o rosto.
A vestimenta também pode colaborar muito com a segurança
durante a pilotagem: roupas de cor clara facilitam a visualização
por outros motociclistas e motoristas, principalmente no
período noturno, e calças e jaquetas confeccionadas com
tecido grosso aumentam a proteção. Capas de chuva também
não devem ser esquecidas.
Calças de tecido resistente e com boca estreita evitam que
os pés se prendam aos comandos, enquanto jaquetas, de preferência
com zíper e com punhos justos, facilitam os movimentos.
As luvas de couro proporcionam maior aderência das mãos
às manoplas, sem perder a sensibilidade. A escolha dos calçados
também merece atenção: saltos baixos que encaixem nos pedais
e solas de borracha são os mais indicados.
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Transporte de passageiro na motocicleta.
Dicas como a utilização de equipamentos e vestuário adequados,
e a adoção de uma postura correta na pilotagem não se aplicam
somente ao piloto. O passageiro, ou garupa, também deve
permanecer atento a uma série de detalhes fundamentais para
a sua segurança e o bom desempenho do veículo. As primeiras
medidas devem ser tomadas antes mesmo de a motocicleta entrar
em movimento. Devido às características de cada modelo e
suas diferentes reações ao peso extra do garupa, é preciso
estar atento às recomendações sobre os limites constantes
no Manual do proprietário.
Também é importante que a motocicleta esteja com as revisões
em dia, de forma a garantir a durabilidade de seus componentes
e mais segurança aos usuários. O condutor e o passageiro
devem usar os equipamentos de segurança: capacetes e proteção
para os olhos, roupas claras que facilitem a visualização
por outros motoristas. Botas, luvas e capa de chuva também
são aconselháveis. No caso de um passageiro inexperiente,
é importante que o piloto reserve alguns minutos para destacar
as peculiaridades da condução de uma motocicleta, o que
poderá evitar possíveis reações bruscas durante a pilotagem.
Chegada a hora de trafegar nas ruas, é importante que o
garupa ajuste os pés nas pedaleiras traseiras assim que
subir no veículo e mantenha-se o mais próximo possível do
condutor, com as duas pernas fixas firmemente no banco.
Para manter a estabilidade do veículo durante a pilotagem,
o passageiro tem de permanecer com seu ângulo de visão ao
lado da cabeça do piloto, de forma que possa se antecipar
às manobras e acompanhar os principais movimentos – inclusive
as inclinações necessárias durante as curvas. Na frenagem
da motocicleta, quando o corpo do garupa é projetado para
frente, é necessário que ele pressione as pernas no quadril
do piloto, para que este não sofra a transferência de peso
e perca o equilíbrio. Quando a motocicleta parar, o passageiro
deve manter os pés nas pedaleiras traseiras avisando o piloto
de que já está pronto para saltar. O passageiro deve descer
primeiro, sempre pelo lado esquerdo da moto.
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Postura correta no trânsito, estratégias de condução
e técnicas de frenagem.
A segurança do motociclista no trânsito, a decisão e a execução
de uma manobra com perícia exigem mais raciocínio que habilidade.
A concentração ao pilotar, associada ao conhecimento sobre
técnicas de condução, possibilita ao motociclista antever
situações de risco e tomar decisões conscientes.
Entre as orientações mais importantes aos motociclistas
estão observar e pesquisar o ambiente, durante alguns segundos,
o caminho a ser percorrido para captar possíveis fatores
de perigo e, sobretudo ao tomar a decisão de ultrapassar,
ser rápido e firme dentro dos limites de velocidade. Além
de antecipar a situação e prever as conseqüências de uma
falha, é essencial respeitar os limites impostos pela própria
motocicleta. Assim como qualquer veículo, a motocicleta
não pára imediatamente, fazendo com que o piloto necessite
de tempo e distância adequados para uma frenagem segura.
É importante que o motociclista esteja atento ao tempo de
reação, que é o tempo que se leva entre observar o obstáculo
e o acionamento do comando, somado a distância de frenagem
até a parada total do veículo. Para diminuir a distância
de frenagem total, é preciso reduzir o tempo de reação,
para que o acionamento do freio seja feito em 0,8 segundo,
tempo gasto para que os freios sejam acionados em um percurso
de até 35 metros a 100km/h. Os freios devem ser acionados
simultaneamente, numa proporção de 60% para o dianteiro
e 40% no traseiro de forma progressiva, e quanto maior a
velocidade, maior deverá ser o percentual de uso do freio
dianteiro em relação ao traseiro. Os pneus bem calibrados
e com a banda de rodagem em bom estado ajudam a manter o
equilíbrio. Pastilhas e lonas de freio também devem estar
dentro dos limites recomendados pelo manual do proprietário
da motocicleta.
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Pilotagem em condições adversas.
Conhecer as técnicas de pilotagem segura e empregá-las no
momento certo pode fazer a diferença na hora de enfrentar
uma forte chuva ou mesmo durante a noite. É imprescindível
que o motociclista saiba como reagir diante de situações
de trânsito que não dependem dele, como por exemplo, condições
desfavoráveis da pista ou do clima. Para isso, conhecer
as técnicas, ter precisão nos movimentos, cautela e concentração
são fatores importantes para que ele pilote com segurança
durante a noite ou em terrenos irregulares.
Ao pilotar sob chuva, por exemplo, o motociclista deve ter
consciência que o atrito do pneu com o solo diminui pela
metade. Isso significa que o espaço necessário para parar
duplica, sendo aconselhável reduzir a velocidade e aumentar
a distância de segurança em relação a outros veículos. Ainda
de acordo com os instrutores do CETH, é essencial redobrar
os cuidados no início da chuva, momento em que a pista fica
mais lisa em razão da poeira e do óleo que formam uma película
escorregadia. Uma outra dica é aguardar, se possível, o
tempo necessário para que a chuva “lave” a pista, melhorando
assim as condições de atrito entre o pneu e o solo.
Pilotagem noturna
Pilotar à noite exige atenção redobrada, não só pela visão
reduzida (cerca de 1/6 em comparação com a visualização
durante o dia), mas também pela alteração na noção de
profundidade e pelo ofuscamento causado pelos faróis de
outros veículos. Para passar por mais essa situação de
forma segura, as primeiras providências a serem tomadas
são reduzir a velocidade e ser o primeiro a utilizar a
luz baixa, pois, em geral, o veículo no sentido contrário
fará o mesmo. Outra dica é semicerrar os olhos para adaptar
a visão mais rapidamente à falta de luz que segue o ofuscamento
ou não olhar diretamente para os faróis dos veículos que
vêm na pista oposta.
Terrenos com ondulações e buracos
Para enfrentar ondulações ou superfícies irregulares e
evitar um possível choque, o motociclista deve levantar-se
sobre as pedaleiras, já que os pés e as mãos do piloto
são as únicas áreas de seu corpo em contato com a moto,
segurar firme no guidão, ficar com os joelhos relaxados
junto ao tanque e manter pulsos e braços prontos para
receber o choque. Em caso de terrenos com buracos, por
exemplo, o motociclista também deve contar com a grande
maneabilidade da motocicleta, característica importante
e que favorece a mudança rápida da trajetória, auxiliando
na segurança do piloto.
Derrapagens
Ao passar por esse tipo de situação, o motociclista deve
reagir com rapidez e de forma adequada, mantendo as rodas
girando e a aceleração constante. Como último recurso,
caso a velocidade esteja baixa ao derrapar, o motociclista
pode utilizar o pé como apoio para endireitar a moto.
Entretanto, segundo os instrutores do CETH, a melhor maneira
de controlar uma derrapagem é evitá-la, reduzindo a velocidade
ao passar por um local desconhecido.
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Pilotagem de motocicletas no trânsito urbano
Para garantir a tranqüilidade e a segurança, assim como o
motorista, o motociclista também deve ter sempre a atenção
voltada à condução. É imprescindível que o motociclista saiba
como reagir diante das mais diversas e inesperadas situações
no trânsito urbano. Conhecer as técnicas, ter precisão nos
movimentos, cautela e concentração são fatores importantes
para a pilotagem com segurança.
Além de usar o vestuário correto e com cores claras, com a
finalidade de manter-se sempre visível, o motociclista deve
evitar permanecer nos chamados pontos cegos (ou ângulo morto),
que são os locais onde o motorista não consegue enxergar a
motocicleta, mesmo com a ajuda do espelho retrovisor.
Sempre sinalize a manobra que vai ser realizada, pois isso
permite que os motoristas e outros motociclistas antecipem
uma reação para evitar acidentes. As manobras devem ser feitas
da forma mais segura possível. Verifique com atenção o pavimento
à sua frente, assim é possível observar o caminho e ter mais
tempo hábil para tomar decisões.
A capacidade de decisão também é fundamental para uma condução
segura, já que no trânsito enfrenta-se situações diferentes
a cada instante e é preciso estar preparado para elas. Numa
ultrapassagem por exemplo, ao decidir fazer a manobra, ela
deve ser executada com firmeza e rapidez, nos limites de velocidade.
Já em cruzamentos, deve-se diminuir a velocidade e redobrar
a atenção, mesmo se estiver na preferencial, para que tenha
tempo hábil para a tomada de decisões seguras.
Nunca exceda as suas habilidades ou a capacidade de sua motocicleta,
pois isso pode aumentar as chances de imprevistos. É importante
manter uma velocidade condizente com o percurso e o pavimento
e usar a técnica de condução adequada com o local, o momento
e as condições do trânsito.
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Inspeção diária na motocicleta
Fazer uma vistoria na motocicleta diariamente antes de utilizá-la
é fundamental para garantir uma pilotagem segura, principalmente
antes de viagens e pegar a estrada. Em alguns percursos, nem
sempre há assistência mecânica, por isso, é importante que
a moto esteja em condições ideais de funcionamento antes de
sair de casa. Com a revisão de apenas alguns itens, é possível
prevenir problemas em comandos e manter as peças e acessórios
em ótimo estado. Para lidar com estas situações, os instrutores
de pilotagem e os engenheiros da Honda selecionaram uma série
de dicas que auxiliam na manutenção da motocicleta.
A revisão completa de diversos componentes leva poucos minutos
e deve ser feita, preferencialmente, com o motor em funcionamento
para verificar ruídos estranhos, vazamentos ou parafusos soltos.
Essa prática diária assegura excelente conservação da motocicleta.
Pneus e Rodas
Usar pneus em perfeitas condições garante um deslocamento
seguro. Por isso, antes da pilotagem, é aconselhável conferir
se a calibragem está de acordo com as especificações do
Manual do Proprietário. Se for trafegar com garupa, por
exemplo, o pneu traseiro deve receber pressão maior, especificada
no Manual do Proprietário, para compensar o peso extra.
Outra dica é observar a presença de objetos presos, como
cacos de vidro e pedras, e verificar se algum raio da
roda está quebrado, pois pode perfurar a câmara de ar.
Comandos e Cabos
As folgas dos pedais dos freios dianteiro e traseiro,
bem como a da alavanca da embreagem, devem estar reguladas
com a medida média de 20mm. Também é importante fazer
o check-up da regulagem e lubrificação dos cabos de embreagem,
do acelerador e do sistema de freios.
Freios
O sistema de freios tem que estar devidamente regulados
e lubrificados. Se o freio for hidráulico, deve-se ainda
verificar semanalmente o nível do fluido que, se estiver
abaixo do mínimo estipulado, pode sinalizar vazamento
ou desgaste excessivo da pastilha.
Luzes e Parte Elétrica
Durante a inspeção, é importante observar se todas as
luzes (de freio, piscas, lanterna, farol e painel) estão
funcionando. Qualquer problema em um desses equipamentos
é considerada infração média, segundo o Código de Trânsito
Brasileiro, com penalidade na carteira de habilitação
e multa.
Filtros de óleo e de ar
Deve-se atentar também para a troca do filtro de óleo
e limpeza do filtro de ar. Para não comprometer a lubrificação
do motor, o primeiro deve ser limpo ou substituído de
acordo com a tabela de manutenção do Manual do Proprietário
de cada modelo. Já o filtro de ar, por reter muitas impurezas,
tem de ser limpo periodicamente (e substituído quando
necessário) para evitar desgaste prematuro dos anéis e
cilindros do motor. Se o mesmo for de espuma, é necessário
lavar com querosene e reaplicar óleo de motor, espremendo
para tirar o excesso.
Óleo e Combustível
Para manter o bom funcionamento do motor, é recomendada
a verificação diária do nível do óleo lubrificante do
motor. Se estiver abaixo do nível recomendado, deve-se
preencher ou efetuar a troca completa, conforme a necessidade,
sempre seguindo os procedimentos descritos no Manual do
Proprietário. Lembre-se também de verificar o nível do
líquido de arrefecimento, caso a motocicleta seja dotada
de sistema de arrefecimento líquido. É importante também
verificar se o combustível está chegando normalmente ao
carburador. Para isso, é necessário desapertar o parafuso
de drenagem.
Corrente
Para que o sistema de corrente, coroa e pinhão não seja
prejudicado após a utilização em estradas de terra, ele
deve ser lavado e lubrificado. Caso esteja solto ou tencionado,
basta ajustar a folga de acordo com as especificações
descritas no Manual do Proprietário.
Bateria
No caso de bateria não selada, é necessário verificar
o nível da água e conferir se os terminais estão oxidados,
limpando-os, posteriormente, com uma escova e com uma
solução de água e vinagre.
Para ter certeza de uma viagem segura, é importante que todos
esses cuidados em relação a cada componente da motocicleta
sejam observados e que o motociclista leve consigo um kit
extra, composto de jogo básico de ferramentas, câmara de ar,
lâmpada de farol e da lanterna traseira para o caso de qualquer
imprevisto. É importante lembrar que, sempre que surgirem
dúvidas, o melhor a fazer é consultar o Manual do Proprietário
ou a rede de concessionárias Honda.
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